Conflitos e avanços na implementação de uma Residência Integrada em Saúde com ênfase em Cancerologia

Rafael Bruno Silva Torres, Ivana Cristina de Holanda Cunha Barreto, Juliana Burlamaqui Carvalho

Resumo


Introdução: Neste artigo são apresentadas experiências obtidas em um estudo com residentes da primeira turma da Residência Integrada em Saúde-Cancerologia do Ceará, composta por 22 residentes multiprofissionais. Relato de experiência: Realizou-se um estudo de caso para proporcionar análise de um fenômeno contemporâneo no contexto em que ele ocorre, baseando-se em múltiplas fontes de evidência – análise bibliográfica e documental, grupos focais e análise fenomenológica. O material analisado gerou duas categorias principais: 1. “sobre os aprendizados e avanços” e 2. “sobre os conflitos e desafios”. Percebe-se que os diferentes conhecimentos construídos pelos residentes continuam se complementando, permitindo que o campo da oncologia dialogue com outros saberes e produza novas reflexões. Os sujeitos estavam inseridos em um contexto real e complexo, com potencial crítico de repensar os lócus de sua inserção e propor mudanças. Conclusão: Compreende-se que todo o processo de ensino-aprendizagem em serviço traz em seu bojo desafios e dificuldades dos mais diversos e crescimentos pelas dificuldades, que podem ser pensadas como aprendizagens baseadas em problemas e mobilizadas pela prática. Considera-se que um melhor aproveitamento dos profissionais residentes precisa ser repensado como estratégia política e de formação no Sistema Único de Saúde (SUS), e a inserção das residências em saúde em espaços complexos, como os lócus de trabalho, não pode ser apenas naturalizada como espontânea ao longo dos anos, mas alvo de reflexão e problematização dos diversos atores envolvidos nesses processos.


Palavras-chave


educação em saúde; residência multiprofissional; serviço hospitalar de oncologia; pesquisa qualitativa.

Texto completo:

PDF

Referências


Brasil. Senado Federal. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado; 1988.

Ceccim RB. Educação permanente em saúde: descentralização e disseminação de capacidade pedagógica na saúde. Ciênc Saúde Coletiva. 2005;10(4):219-30. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232005000400020

Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2009.

Davini MC. Enfoques, problemas e perspectivas na educação permanente dos recursos humanos de saúde. In: Brasil. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2009. p.39-56.

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria MS nº 1996, de 20 de agosto de 2007. Dispõe sobre as diretrizes para a implementação da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde e dá outras providências. Brasília: Ministério da Saúde; 2007.

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 198, de 13 de fevereiro de 2004. Institui a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde como estratégia do Sistema Único de Saúde para a formação e o desenvolvimento de trabalhadores para o setor e dá outras providências. Brasília: Ministério da Saúde; 2004.

Brasil. República Federativa do Brasil. Portaria Interministerial MS/MEC nº 45, de 12 de janeiro de 2007. Dispõe sobre a Residência Multiprofissional em Saúde e a Residência em Área Profissional da Saúde e institui a Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde/Ministério da Educação; 2007.

Brasil. Plano de curso do programa de residência multiprofissional em oncologia. 2 ed. Rio de Janeiro: Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva; 2014.

Governo do Estado do Ceará. Secretaria da Saúde do Estado do Ceará. Escola de Saúde Pública do Ceará. Residência Integrada em Saúde. Fortaleza: folheto; 2013.

Yin RK. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3 ed. Porto Alegre: Bookman; 2009.

Kind L. Notas para o trabalho com a técnica de grupos focais. Psic Rev. 2004;10(15):124-36.

Moreira V. O método fenomenológico de Merleau-Ponty como ferramenta crítica na pesquisa em psicopatologia. Psicol Reflex Crít. 2004;17(3):447-56. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722004000300016

Holanda A. Questões sobre pesquisa qualitativa e pesquisa fenomenológica. Anal Psicol. 2006;24(3):363-72.




DOI: https://doi.org/10.7322/abcshs.v40i3.824

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2015 Rafael Bruno Silva Torres, Ivana Cristina de Holanda Cunha Barreto, Juliana Burlamaqui Carvalho

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.